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Lesões Ligamentares


LIGAMENTOS: o joelho, articulação fêmoro tibial, é mantida estável por um complexo sistema ligamentar. Simplificando, temos ligamentos periféricos, que são os colaterais medial e lateral, e ligamentos internos, que são os cruzados, anterior (LCA) e posterior (LCP). Dentre todos, o que mais freqüentemente rompe é o ligamento cruzado anterior, também conhecido como o ligamento do desportista.

COMO ACONTECE A LESÃO: via de regra são produzidas por acidentes no esporte ou no cotidiano, onde acontece uma torção do joelho. Dependendo da força produzida, a lesão poderá ser única ou múltipla.

LESÕES E GRAVIDADE: os acidentes de trânsito, de alta energia, produzem as lesões mais graves, múltiplas e, muitas vezes, envolvendo o LCP. De uma maneira geral, podemos dizer que as lesões que envolvem os ligamentos cruzados são sempre importantes.

SINTOMAS E SINAIS: a dor intensa no momento do acidente e a sensação de estalo ou deslocamento do joelho são as mais freqüentemente relatadas pelo paciente. Segue-se de um inchaço e aumento de volume articular nas horas subseqüentes. Há impossibilidade de uma marcha normal devido a estes fenômenos, nos primeiros dias após o acidente.

DIAGNÓSTICO E EXAMES: o diagnóstico é feito pela análise da história clínica e pelo exame físico. O exame de eleição para a constatação de lesões ligamentares é a Ressonância Magnética. Algumas vezes pode-se necessitar de radiografias sob estresse da articulação.

TRATAMENTOS: as rupturas do ligamento colateral medial isolado e as lesões parciais envolvendo os ligamentos cruzados, ou até as totais em pacientes de idade mais avançada ou não desportista, são bem administradas com tratamento conservador (não cirúrgico).
As demais lesões, principalmente as do LCA, são de resolução cirúrgica, visando reconstituir ou reconstruir a anatomia. Utilizam-se enxertos tendinosos (autólogos) do próprio paciente para a reconstrução do ligamento. Em casos extremos pode-se recorrer a enxertos provenientes de bancos de tecidos.

PÓS-OPERATÓRIO: as reconstruções do LCA têm um pós-operatório bastante tranqüilo. O apoio é permitido de imediato, o paciente usa um par de bengalas canadenses como segurança nas primeiras duas semanas. Não é usado qualquer tipo de imobilização. O uso de gelo e analgésicos são recomendados neste período.

FISIOTERAPIA: é iniciada no pós-operatório imediato de maneira intensiva, com a finalidade de ganhar mobilidade articular e permitir marcha normal, assim como o equilíbrio e a recuperação muscular.

EVOLUÇÃO: exercícios em bicicleta e piscina são permitidos após um mês da cirurgia. A pratica de musculação em academia no segundo mês. A corrida tanto em esteira como na rua só é liberada após o quinto mês. Os esportes são normalmente liberados após seis meses de pós-operatório.