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Instabilidade Fêmoro Patelar


O QUE É: é a instabilidade da articulação da patela com o fêmur, que se dá por alterações anatômicas congênitas na imensa maioria das vezes. São mais freqüentes nas mulheres. As de causa traumática são menos freqüentes. Elas podem ser classificadas como POTENCIAIS, quando apresentam defeitos anatômicos, porém sem luxação (deslocamento) da patela; OBJETIVAS, quando a patela deslocou ao menos uma vez; e MAIORES, quando a patela apresenta luxação permanente (desde o nascimento) ou habitual (quando se desloca a cada movimento de flexão ou extensão do joelho).

SINAIS E SINTOMAS: nas Potenciais o sintoma é de dor, que aparece tardiamente, entre os 40 e 50 anos de idade, quando começa a haver uma degeneração da cartilagem. Em pacientes jovens de alta demanda corporal a dor é o sintoma principal. Nas Objetivas, o primeiro episódio de luxação ocorre geralmente na pré-adolescência, quando a criança começa a ter maior envolvimento com as atividades físicas. A primeira luxação vem acompanhada de dor importante, com aumento de volume articular por sangramento. As luxações subseqüentes têm menor impacto clínico para o paciente, que muitas vezes termina por se habituar com elas, fazendo ele próprio a recolocação da patela no lugar. Nas Maiores não existe dor, porém há uma impotência funcional importante do joelho, uma vez que com a patela permanentemente ou habitualmente deslocada há uma importante perda de força.

DIAGNÓSTICO E EXAMES: o diagnóstico é clínico, confirmado por exames de imagem. A radiografia nos permite avaliar os defeitos de alinhamento e posicionamento. A Tomografia Computadorizada permite a mensuração dos desvios. A Ressonância Magnética é útil quando se quer avaliar possíveis lesões cartilaginosas ou ligamentares.

TRATAMENTOS: o tratamento Conservador é sempre indicado nas instabilidades Potenciais; nas Objetivas, após o primeiro episódio de luxação e também como preparo pré-operatório. O objetivo é a analgesia e a reeducação muscular através de fisioterapia.

O tratamento cirúrgico é sempre indicado nos casos de instabilidade Maior e Objetiva. O objetivo é a restauração da anatomia, onde cada defeito anatômico apresentado deve ser corrigido.
O Professor Henri Dejour, um dos maiores estudiosos da Patologia Fêmoro Patelar dizia que: “A cirurgia fêmoro patelar é um Menu à la Carte, onde cada defeito anatômico deve ser corrigido, para que seja restabelecida a função articular”.
O Professor J.P.Fulkerson, outro grande estudioso desta patologia tem uma frase célebre que diz: “A cirurgia na fêmoro patelar é, ao mesmo tempo, uma arte e uma ciência. Se você não se sente confiante em relação ao seu planejamento cirúrgico, refira o paciente a outro cirurgião.”

PÓS-OPERATÓRIO: exige bastante da compreensão e colaboração do paciente. Desde o início se prioriza o ganho e manutenção da mobilidade. É obrigatório o uso de muletas para supressão do apoio, em média, por seis semanas.

FISIOTERAPIA: extremamente importante desde o início e deverá acompanhar o paciente até o terceiro ou quarto mês pós-operatório, no mínimo.

EVOLUÇÃO: a marcha é iniciada após as seis semanas iniciais. Uma boa função articular é esperada após o terceiro mês pós-operatório. Esportes e dança são liberados após a recuperação funcional completa, que se dá após o sexto mês pós-operatório.